* Quando sentiu que estava morrendo, meu
avô Celestino chamou a mulher e pediu-lhe:
- Deixa-me fitar teus olhos!
E ficou, embevecido, como se a sua alma
fosse um barco deitado num mar que eram
os olhos de sua amada.
- Tens frio?, perguntou ela vendo-o tremer.
- Não. És tu que estás a chorar.
- Chorar, eu? Começou foi a chover.*
(lembrança da minha avó sobre o último instante do velho Celestino)