domingo, 4 de dezembro de 2016
sábado, 3 de dezembro de 2016
sábado, 26 de novembro de 2016
Ilha de Santiago
Ilha de Santiago
Tem corpinho de algodón
Saia de chita cu cordón
Um par de brinco roda pión
...
terça-feira, 22 de novembro de 2016
domingo, 20 de novembro de 2016
terça-feira, 15 de novembro de 2016
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
domingo, 30 de outubro de 2016
domingo, 23 de outubro de 2016
sábado, 22 de outubro de 2016
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
domingo, 16 de outubro de 2016
sábado, 1 de outubro de 2016
domingo, 18 de setembro de 2016
sábado, 17 de setembro de 2016
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
quarta-feira, 27 de julho de 2016
terça-feira, 26 de julho de 2016
terça-feira, 5 de julho de 2016
sábado, 25 de junho de 2016
" E de dentro se libertam "
No ventre da humanidade
Uma salva de sentidos e poetas
Que embarca pelos rios da saudade
E traz a luz de parte incerta
Vem pelo amor da consciência
Abraçar os filhos amarrados
Mãe minha mãe eles gritam
E de dentro se libertam
António Venâncio
domingo, 8 de maio de 2016
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
domingo, 21 de fevereiro de 2016
domingo, 14 de fevereiro de 2016
às vezes o amor...
(---)
Vou-te dizer
A luz começou em frestas
Se fores a ver
Enquanto assim durares
Se fores amada e amares
Dirás sempre palavras destas
A luz começou em frestas
Se fores a ver
Enquanto assim durares
Se fores amada e amares
Dirás sempre palavras destas
(---)
E se um dia a razão
Fria e negra do destino
Deitar mão
À porta, à luz aberta
Que te deixe liberta
E do pássaro se ouça o trino
Fria e negra do destino
Deitar mão
À porta, à luz aberta
Que te deixe liberta
E do pássaro se ouça o trino
(---)
Por te querer
Vou abrir em mim dois espaços
P´ra te dar
Enredo ao folhetim
A flor ao teu jardim
As pernas e com elas braços
Vou abrir em mim dois espaços
P´ra te dar
Enredo ao folhetim
A flor ao teu jardim
As pernas e com elas braços
(---)
Mas se tudo tem fim
Porquê dar a um amor guarida
Mesmo assim
Dá princípio ao começo
Se morreres só te peço
Da morte volta sempre em vida
Porquê dar a um amor guarida
Mesmo assim
Dá princípio ao começo
Se morreres só te peço
Da morte volta sempre em vida
Sérgio Godinho
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
sábado, 6 de fevereiro de 2016
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
a criança que fui
“A criança que fui chora na estrada
Deixei-a ali quando vim ser quem sou
Mas hoje, vendo que o que sou é nada
Quero ir buscar quem fui, onde ficou.”
(Fernando Pessoa)
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
serenidade
A serenidade não é feita nem de troça nem de narcisismo, é conhecimento supremo e amor, afirmação da realidade, atenção desperta junto à borda dos grandes fundos e de todos os abismos; é uma virtude dos santos e dos cavaleiros, é indestrutível e cresce com a idade e a aproximação da morte. É o segredo da beleza e a verdadeira substância de toda a arte.
O poeta que celebra, na dança dos seus versos, as magnificências e os terrores da vida, o músico que lhes dá os tons de duma pura presença, trazem-nos a luz; aumentam a alegria e a clareza sobre a Terra, mesmo se primeiro nos fazem passar por lágrimas e emoções dolorosas. Talvez o poeta cujos versos nos encantam tenha sido um triste solitário, e o músico um sonhador melancólico: isso não impede que as suas obras participem da serenidade dos deuses e das estrelas. O que eles nos dão, não são mais as suas trevas, a sua dor ou o seu medo, é uma gota de luz pura, de eterna serenidade. Mesmo quando povos inteiros, línguas inteiras, procuram explorar as profundezas cósmicas em mitos, cosmogonias, religiões, o último e supremo termo que poderão atingir é essa serenidade.
Hermann Hesse, in 'O Jogo das Contas de Vidro'
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
sábado, 9 de janeiro de 2016
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
a travessia do túnel
Este
ano escolhi fazer a Passagem do Ano ao ar livre. Fazer uma travessia no meu
túnel de forma sentida...
Não
programei nada de especial para fazer. Apenas quis estar presente para SENTIR.
TUDO... olhar o mundo à minha volta e sentir o que estava dentro de
mim.
Ao
entrar nesse túnel, como não tinha a Sandra para me segredar algo ao ouvido,
utilizei aqui a Nanda, que me disse:
-
Segue em frente! DÁ o OK a tudo aquilo
que sentires... sente a VIDA dentro de ti a viver-se, com toda a inteireza e dualidade...
Estava disposta a estar presente para mim, não ser diferente
daquilo que sou!
EU QUERO SER ASSIM...
Na
mochila levava apenas um copo para beber o champanhe à meia-noite e umas broas
de Sintra...
Estava
aberta a percorrer uma chuva de emoções nesse túnel.
Comecei
com alegria e
entusismo por estar a fazer algo que queria, novo e diferente...
fui-me
integrando naquela multidão de gente e mais gente...
Encontrei
o medo
por não me sentir segura, poder ser esmagada, quando não tinha quase espaço para
me mexer, de perder o que trazia nas mãos...
Depois
a confusão
ao observar as pessoas, que se deslocavam de um lado para o outro, como
que à procura de um lugar seguro para ficar...
A
desordem no caminhar sem rumo... parecíamos formigas a andar apressadamente,
em carreiros desorganizados...
A
calma, de
não controlar nada, apenas estar ali e desfrutar de tudo o que se
passava ao meu redor... e tudo era OK!
A
alegira de menina ao ver o céu em fogo, as cores ao vivo, o rio
tranquilo e iluminado... a beleza, a paz e magia...
A
afetividade das pessoas para quem olhava sem
me fixar, o sorriso momentâneo, pequenas trocas de palavras...
O caos e sujidade no
chão, refletidos também dentro de mim...
Andei
por ruas e lugares desconhecidos, ruas
direitas e tortas, altas e baixas, sentei-me aqui e acolá para descansar, MOSTRANDO-ME
como era e saboreando o que via ao meu redor... aquele que deambulava, aquele
que ria, que falava, que gritava...
A
tranquilidade, quando caminhava, ao observar
as casas com luzes acesas e montras bem
decoradas, a simpatia das pessoas quando trocávamos desejos de um bom ano novo,
a bondade do tempo atmosférico, das pessoas e das
árvores erguidas, à beira da estrada, despidas de enfeites, mas ainda assim
muito belas.
Tudo o que estava a ver e a sentir mostrava-me
o meu mundo, como luzes intensas e frouxas, alternadamente...
Estava
a percorrer um túnel de mim, deixando estar tudo como era, sem contrariar nada!
No
fim, fui acolhida num espaço com uma grande paz, quando entrei no jardim do Parque Eduardo
VII, ao ouvir o chilrear de pássaros nas árvores, ao ver um melro a saltitar na relva, de madrugada e
ao respirar aquela atmosfera morna de verão.
Naquele
momento, de braços abertos e erguida queria apenas uma coisa!
O
MELHOR PARA MIM, em cada momemto!
01 de janeiro de 2015
Subscrever:
Mensagens (Atom)




















