sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Foi ele...

Creio que foi o sorriso, 
o sorriso foi quem abriu a porta. 

Era um sorriso com muita luz 

lá dentro, apetecia 
entrar nele, tirar a roupa, ficar 
nu dentro daquele sorriso. 
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.  


Eugénio de Andrade

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